quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Balanços

E mais um ano se passou. Faltam poucas horas para mudarmos mais um ano no nosso calendário, e desta vez encerrarmos uma década. Tanta coisa se passou, tanto fica por fazer, apesar do muito que foi feito... e como já tinha feito há um ano atrás, é altura dos balanços anuais.

Gritos

Tantos, mas tantos que ficaram por dizer e por publicar. Temos dezenas de fotos que aguardam a sua publicação nestas páginas, e que ainda hão-de ver a luz do dia. As coisas engraçadas que vamos vendo, as situações caricatas que vamos vivendo, as experiências por que vamos passando. Ficaram muitos gritos por fazer, alguns propositados, outros nem por isso...

O ano de 2009 foi muito rico em eventos, dignos representantes de gritos que ficaram por gritar. As eleições em Portugal, que foram muitas e muito seguidas num curto espaço de tempo, as situações bizarras no panorama internacional com agressões ao papa e ao primeiro ministro italiano. A morte de Michael Jackson. A passagem por Portugal de vultos da musica como os Depeche Mode ou os Rammstein. O divórcio da Madonna... tantas mas tantas que andaram na cabeça por escrever e que acabaram por não ver a luz do dia. A lei do Casamento entre pessoas do mesmo sexo. As opiniões desmedidas da Igreja num país onde temos claramente separada a Igreja do Estado. A intolerância da Igreja para com os seus próprios, como o padre que decidiu abandonar o sacerdócio para casar. Os comboios, que em Portugal vão perdendo cada vez mais a sua posição estruturante...

Mas pronto, em 2010 espero escrever muito mais...

Gostos

Aqui há muito para dizer, felizmente. Começando com os passeios, em que redescobri o prazer de ir a Azeitão (belas tortas e moscatel), a experiência na Festa do Café em Marvão, o passeio ao Fluviário de Mora. O pic-nic bloguista das Caldas da Rainha em que conhecemos tanta gente nova. O ano fecha em cheio com um almoço e convivio entre amigos mais chegados em Coimbra. Depois os concertos que já foram menos este ano... mas que mesmo assim deixam água na boca e um calorzinho na alma...os Anathema na Incrível Almadense, a noite dos Carmina Burana em São Carlos.
O gosto maior que me fica de 2009 é o facto de me começar a sentir muito melhor comigo próprio. A honestidade de não me preocupar com o que possa pensar quem lê este blog (será que eu estou a dizer as coisas e as pessoas podem pensar outra)... e sobretudo e acima de tudo a honestidade de me aceitar como sou, e poder agradecê-lo aos amigos que tem estado comigo. E acima de tudo ao meu amor, que muito me tem ajudado numa enorme "cruzada" comigo próprio.
Não tenho hoje qualquer medo de defender as causas que tenho vindo a defender, como o foi a questão do casamento e da liberdade de expressão para os homossexuais. Por isso finalmente, começa a sair-me de cima da cabeça e das costas um grande peso. E quanto menos me preocupo com o que podem os outros pensar de mim, melhor me sinto, e melhor vou ficando, a todos os níveis.

Os filmes é que este ano foram muitos e muito bons e ao mesmo tempo variados. Sem seguir ordens cronológicas foi o ano em que houve comédias a fazerem-me rir realmente, como foi com "Bruno" do Sasha Baron Cohen e a "Ressaca"... os dramas continuam a não me levar ao cinema, mas gostei de ver o "Amália", feito cá em Portugal... começamos a acreditar nos nossos actores e a levá-los a fazer coisas cada vez melhores. Dos comerciais ficaram-me o "Clone Wars" (sim, eu gosto de Star Wars e não o podia perder), o 6º Harry Potter (que pena estar a chegar ao fim), o 2º da Saga Twilight que apesar de ser um filme bom para teenagers têm o seu quê de interesse. Mas para mim o gosto do ano vai sem dúvida nenhuma para o "Avatar" do James Cameron, e a magnifica rendição da ficção cientifica em 3D. Totalmente credível não só nos efeitos especiais, mas tambem com todo o background biológico e cientifico que quanto a mim o colocam na galeria dos clássicos da Ficção Científica, a par com o 2001 - Odisseia no Espaço, Star Wars, Dune, Quinto Elemento, Alien e tantos outros...

Gatafunhos

É verdade... para os que nos lêem fielmente eu escrevo cada vez mais ao sabor da pena... à medida que as ideias me surgem. Eu que fui um tão anti-blog durante algum tempo (para que é que eu quero um blog?) estou muito mais desenvolto na minha escrita. E isso é bom, porque descobri que inclusivamente há quem goste de me ler ::espanto:: Por isso para 2010, esperem lá por mais uns gatafunhos nossos.

Há de haver e de ficar tanta coisa por dizer... mas é para isso mesmo que serve o blog... para as irmos dizendo e revelando ao longo do tempo. 2010 está à porta, por isso é altura de abrir a porta de par em par, enviar o velho ano para fora, e retemperar forças e ganhar energia para começar em grande o novo ano.

A todos os que nos lêem habitualmente e os que não nos lêem tão habitualmente assim... para os que têm blogues e os que os não têem... um bom ano de 2010, com tudo o que merecem e fizerem por merecer!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nunca á tarde para...

DESEJAR UM ÓPTIMO NATAL
A TODOS OS BLOGGERS E AMIGOS
QUE ESTEJAM POR AÍ!






quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Reflexões dos dias de inverno que custam a passar...

Há dias em que nos sentimos simplesmente tentados pela melancolia do tempo...esse eterno "conversation-maker" de que tanto gostamos por cá...

E há aqueles dias em que por mais que queiramos rir-nos com uma situação, gozar com alguma outra, simplesmente aproveitar as coisas boas, algo acontece que nos puxa invariavelmente para baixo, e que numa fracção de segundos nos muda o humor.

Agora que passa quase uma semana sobre o que aconteceu, já consigo olhar para trás com uma frieza diferente - aquela que os dias que passam nos trazem - e mesmo assim ser capaz de reconstituir segundo por segundo tudo o que se passou como se se tratasse de um filme visto frame-by-frame.

Naqueles escassos segundos, caminhando pela R. da Escola Politécnica acima, a caminho do Largo do Rato... os escassos segundos em que dura a chamada telefónica:

"O que se passou?"
"Não sei bem... mas suspeita-se de ataque cardíaco"
"Como é que a mãe está? Para onde vai?"
"Acho que está tudo bem, vai a caminho da urgência"
"Avisa-me quando souberes mais alguma coisa"

São os escassos segundos em que a vida nos passa na frente dos olhos. Os momentos em que apesar do turbilhão de emoções ser imenso e intenso, a máscara, a cara continua igual... a frieza nórdica? a maneira de ser? a necessidade de não espalhar a notícia para não alarmar mais ninguem, especialmente a avó... São os momentos em que se pensa... para que serve tudo? para que nos sujeitamos a sofrer tanto? para que nos aborrecemos? deixamos de falar com amigos? abandonamos os que sempre estiveram do nosso lado? Para quê?

A vida continua. E nós continuamos a ser os mesmos... não porque nos provocaram um susto, mas porque nós aqui continuamos, enquanto lá fora tudo mexe, os carros correm, a cidade respira. E porque os tortuosos caminhos do destino me levam para casa da avó, a máscara tem de subir para não a atormentar. Aviso relembrado em mais alguns segundos de telefone:

"Está tudo bem, já falei com os médicos e vou agora para lá"
"então mas está na urgência?"
"Não, já foi para a UCI"
(silêncio)
"Não digas nada à tua avó para ela não se preocupar. Eu mais logo falo com ela"

E sobem as máscaras, mantém-se a cara, a frieza sobe, o rochedo ergue-se.

E tal como em outras ocasiões não tão graves, é o que me vem à memória, mais uma vez:

sábado, 21 de novembro de 2009

Acordo Ortográfico no iGoogle?

Estava muito bem a abrir o meu browser no igoogle quando reparei nisto:


Pelos vistos o A.Ortográfico vai sendo colocado aos poucos sem darmos por isso. E sem nos apercebermos, é alterado discretamente.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

20 anos depois ...

Berlim é uma cidade de história e de histórias. Para mim é um misto de sensações despertadas quando adolescente. Corria então o ano de 1995, eu era atleta do Sporting C.P. (Não do futebol...) e realizava-se então em Berlim a Gymnaestrada - Encontro internacional de Ginástica, uma espécie de olimpíadas da Ginástica com demonstrações pelos vários países. Eram uma sucessão de primeiras vezes: Para mim, era a primeira vez que viajava de avião. Para todo o mundo era a primeira vez que Berlim voltava a receber um evento mundial, depois de reunificada.

Das minhas memórias da época, ficaram-me alguns momentos. A descida de avião e a saída do aeroporto de Schoenefeld. O passeio turístico entre o aeroporto e a Escola onde ficávamos alojados, e que era mesmo ao lado de Alexanderplatz. O metro. O comboio. Antiquissimos, velhíssimos e com sinais aqui e ali de uma contenção e de uma repressão que durou anos... Aqui e ali os sinais da "velha" Berlim. Da opulência das estátuas, da monumentalidade do Reichstag (depois Bundestag), da porta de Brandenburgo, do Tiergarten....

Mas nada me perdurou mais na memória que o dia do Espectáculo de Abertura da Gymnaestrada, e que aconteceu no OlympiaStadion. O estádio olimpico que tinha sido o palco da abertura dos Jogos Olimpicos de Hitler, servia agora para um mundo reunificado, e onde o mundo se juntava de novo em torno de um objectivo comum. O espectáculo decorreu com a apresentação dos países. Finalmente, todos perfilados, apagam-se as luzes e no estádio entram a correr centenas de crianças com lanternas acesas na mão ao som de "The Wall" dos Pink Floyd... e não há nada mas nada que se sobreponha ao arrepio na espinha que se sente nesse momento.

No fim do espectáculo a demonstração alemã de eficiencia ao "enfiar" (literalmente) dezenas de milhar de pessoas num metropolitano já a abarrotar... sensação indescrítivel, mas comentada por quem viajava comigo que parecia que íamos a caminho de um campo de concentração.

Poucas cidades alemãs que visitei depois me deram as sensações que me deu Berlim. E foi só há 20 anos que o mundo mudou, e que a Alemanha reunificada deu ao mundo mais uma lição de como recuperar de tempos difíceis.

...e como o mundo mudou, em apenas 20 anos...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

3 Gritos em 1

Hoje a manhã até começou bem, mas pouco depois o dia começou a azedar.

Começou primeiro pela necessidade de pôr gasolina no carro, fui até á galp pois era a mais próxima, todas bombas tinham pelo menos 3 carros em fila, a minha fila andou bem, mas a do lado estava parada e porquê? O indivíduo que ía abastecer e antes de se servir da mangueira saíu do carro muito suavemente, mas voltou ao carro novamente, abriu a porta e tirou uns óculos de mosca. Foi muito lentamente até á mangueira desejada e pegou com muita calma. Abriu a tampa também muito devagar (durante este tempo já o da minha frente tinha abastecido e eu cheguei á frente). Enquanto eu saí do carro fui fazer pré pagamento e voltei para abastecer, a personagem do lado ainda estava a pôr gasolina. Mal eu terminei e ía a entrar no carro começo a ouvir buzinas dos carros do lado. O indivíduo ignorou por completo. Há canalhas fantásticos, não há?


Fui até á Loja do Cidadão no Odivelas Parque para ir buscar o meu nº da Segurança Social por causa do trabalho e cheguei lá eram 11:00 da manhã. E perguntei ao senhor no balcão das informações onde me podia dirigir para o serviço de atendimento que queria. Ele respondeu que as senhas já estavam fechadas à 15 minutos e o último senhor tinha 300 pessoas á frente!!! WTF? Eu até me ri pois esta situação estava bem próxima de uma anedota. E já agora deixo recado, porque é que não fazem mais lojas destas, dava mais empregos e melhorava a rapidez nestes serviços.

De seguida fui até á Caixa Geral de Depósitos para abrir uma conta, porque não tenho. Fiz o pedido e a resposta começou pelos requisitos normais como: comprovativo de morada, B.I., cartão de contribuinte, e comprovativo de vencimento de 6 meses. Neste último requisito referi que precisava da conta para poder ter o comprovativo de vencimento em como recebi o ordenado, e os próximos. Mas o moço dizia que não era possível porque ia precisar na mesma de um comprovativo em como estava empregado. Loooool.
Uau agora para abrir uma conta é preciso dar garantias e estar empregado!
Ou seja: abrir uma conta igual a pedir um crédito.

Ditadura bancária rocks!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Gosto - De Lisboa a Marvão


Marvão foi o destino escolhido para fugir ao típico fim-de-semana na cidade, mas também foi a fuga para ir ao 1º Festival de Café de Marvão.

Partimos de Lisboa depois de almoço em direcção não á ponte 25 de Abril nem á ponte Vasco da Gama, mas sim á ponte das Lezírias pois seria uma travessia mais calma e directa, e optámos pelas estradas secundárias pois não havia pressa e tanto a paisagem ribatejana e alentejana convidava uma viagem de delícia visual.



Após passarmos Coruche e Couço chegámos a Mora, por aqui tudo normal até que ao procurarmos placas a indicar o caminho para Pavia mas entretanto vimos algo que nos fez fazer um pequeno desvio, o Fluviário de Mora. Era cedo e o tempo convidava para um visita. O mais curioso é que o caminho era longo porque demos um voltinha maior :P. Chegámos a um espaço exterior muito apresentável e convidativo.



Entrámos no Fluviário com óptimas condições mostrava uma grande variedade de peixes; desde trutas, raias, carpas, e por aqui talvez seja comum para muitos. Mais á frente em aquários fechados podemos encontrar espécies mais exóticas, desde uma píton, a enguia eléctrica, piranhas, rãs venenosas e muitas mais.



Passamos a uma passadeira exterior por cima de um lago onde somos confrontados por uns gansos que faziam barulhos de um telemóvel a vibrar. Os mesmo estavam acompanhados por um cisne e mais umas carpas no fundo do lago que também nos seguiam. Ao chegar a uma outra entrada reparámos num contratempo de má construção , uma cascata artificial jorrava água por cima da passadeira mas era trânsitável. Entramos numa parte mais documental sobre anfíbios, e á frente podiamos interagir com umas projecções acerca de temas envolvendo os rios, desde poluição a ecossistemas.


Terminamos a visita e voltamos novamente ao caminho pelo Alentejo fora. Fomos em direcção a Cabeção e fomos por uma estrada não muito má mas bastante secundária. A surpresa deste caminho remoto foi uma ponte muito pequena e rasa sobre um afluente cristalino e coberto de flores. Continuámos até apanhar a estrada para Avis, e a partir daí estranhámos muito o facto de uma estrada muito má na direcção de Alter do Chão e sendo quase os únicos conductores dessa estrada alguém se sentiu perdido lol. Mas no fim tinhamos chegado a Alter do Chão. A partir daí foi seguir até Portalegre e finalmente Marvão que nunca tinha visitado e fiquei parvo com a altura e com o tamanho da “fortaleza” que ía finalmente visitar, e adorei o facto de o Alentejo se misturar com a Beira numa bela paisagem.




O resto desta viagem ficará para uma outra parte ehehehhe.