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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sinto-me enojado...

... com o povo que temos. Porque é que em vez de sentir orgulho nos portugueses, a única coisa que cada vez sinto com mais frequência é asco? Das pequenas atitudes às acções determinantes, vejo ruir à minha volta o que foi construído ao longo dos últimos 30 anos. Sinto que os valores com que me educaram, e os quais pautaram o meu desenvolvimento estão aos poucos a desaparecer. 
Exemplos? Sim. Desde a idosa que vem em passo de corrida para um autocarro, e depois se cola à frente de toda a gente que está à espera do autocarro vai para 10 minutos, só porque é idosa. E ainda reclama quando alguém a chama à atenção. Da moça nova e ainda em boa idade de levar umas valentes nalgadas nas nádegas para aprender que se existe um lugar de estacionamento para deficientes numa superfície comercial ele se destina, espante-se, a deficientes! Que é coisa que a moça não é. Do rapazinho que noutra superfície comercial chegou à sua viatura com o carrinho das compras, que depois de despejado para o interior do veículo, ali ficou abandonado... e que ainda mandou vir comigo quando o fui chamar à atenção, perguntando se o tinha apanhado naquele mesmo sítio. 
Estas são apenas atitudezinhas que cada vez mais eu deixo passar menos no dia a dia. Chamem-me o que quiserem, mas estou mais reivindicativo que nunca. Qualquer dia já conto chegar a casa com um olho negro, mas como "quem vai à guerra, dá e leva", se eu chegar com um olho negro devo ter infligido pancada em alguém. 
Ah, quem me dera ser europeu a sério...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Como mudámos tanto, em tão pouco tempo...


Já todos nós ouvimos falar em conflitos de gerações e de uma maneira ou de outra, como filhos primeiro, como pais ou irmãos mais velhos depois, já nos deparámos com choques entre as sucessivas gerações.

Por um lado, as necessidades da geração mais nova de se afirmar. Por outro, as gerações mais velhas a quererem incutir (e por vezes impôr) valores morais, sociais, etc...

Algo contudo se tem vindo a passar nos últimos anos e esta geração mais nova que agora chegou aos 20 anos, está de uma maneira ou de outra um bocadinho... desorientada. Senão, veja-se a sequência: nos anos 60 tivemos os hippies. Nos 70, o disco. Nos 80, o pop. Nos 90, a geração "rasca"... e a partir do ano 2000 a Geração Morangos com Açúcar. E é precisamente sobre esta nova geração que hoje vou escrever. Que são os mais novinhos e que agora chegam à idade em que precisam ainda de levar uns puxões de orelhas, e mesmo assim, não vão lá.

Veja-se um exemplo. Na moda, em vez de quererem inovar... limitam-se a imitar (o vulgo, corriqueiro, estilo Cristiano Ronaldo para os rapazes). Na música, imperam os re-mixes de temas com os quais eu nasci, nos anos 70. Na escola, quem é o maior, é precisamente quem sabe menos. E por aí fora. E de repente, nesta geração, estão em idade de se casarem e constituirem família. E depois? Na Geração Moranga, os produtos como que caem já pré fabricados do céu fantástico do telemarketing, ou melhor ainda directamente de um hipermercado online. Ou ainda melhor e aí sim, a cereja no topo do bolo, vem directamente das cadeias de fast food.

Tenho um grande amigo, por quem nutro uma grande amizade que está precisamente nesta fase da vida, e a quem dedico inteiramente este post. Para ele, a comida, ainda que venha da terra (bendita educação de raíz que teve...) mas aparece milagrosamente cozinhada no prato. E é directamente pronta a comer. Não há trabalho prévio (para ele), a cozedura é controlada em poucos minutos (para ele) e voilá tudo pronto a comer. E claro, qualquer tipo de trabalho extra em casa é coisa que alguém há-de fazer. Portanto, e apesar de uma saudável educação de base, está quieto quanto a tudo o resto. Cozinhar, nem pensar nisso! Lavar a loiça? Pior um pouco... Limpar a casa, alguém há-de limpar. E este grande amigo está a poucas semanas de se tornar pai, e veremos o que vai trazer em prol da educação do novo rebento que está a caminho.

Mas infelizmente, ele não é único. Tenho a certeza que centenas de pessoas por esse mundo fora são exactamente iguais. Felizmente existirão excepções. Mas não é por isso que deixo de gostar menos deste amigo, e é dele a foto que ilustra este post, e que mostra precisamente dois specimen femininos da respectiva Geração Moranga, de garrafa de Vodka Preto na mão, e ainda nem eram 18 horas de uma bem passada terça feira. E são estes os que vão educar a próxima geração...

(Desculpem-me os mais novos se soei a Velho do Restelo...)

(Agradeço ao Bruno do blog http://spotterblog21.blogspot.com/ pela foto e pela inspiração para escrever o post sobre a geração mais nova...)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Pitex SMS

Hoje recebi este e-mail, um bocadinho sintomático do que se passa por cá e dos assassínios e atropelos que a nossa língua vai sofrendo por muitos motivos, desde os sms aos msn's e por aí fora... é um bocadinho longo, mas vale a pena ler até ao fim...

"REDAXÃO

'O PIPOL E A ESCOLA'

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tipo tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente tipo motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca tipo sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é tipo munto montanhoso? ou se a ecuação é tipo exdruxula ou alcalina? ou tipo cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é tipo paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro tipo xato e q n foi escrevido c/ palavras tipo normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos tipo comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos tipo em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta tipo re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele tipo h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver??? O pipol tem é q aprender tipo cenas q intressam como na minha escola q á um curço tipo de otelaria e a malta aprendemos a faser tipo lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei tipo a inzajerar?"


Perceberam? Ou precisam de legendas para ler?